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Tomografia não é o melhor exame para avaliacão da doenca de Peyronie

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Doença de Peyronie — Avaliação Anatômica e Funcional

Avaliação da Doença de Peyronie:
autofotografia, teste de ereção
e tomografia 3D.

Avaliação da Doença de Peyronie é uma etapa essencial antes de escolher o tratamento. Afinal, medir a curvatura, entender a função erétil e caracterizar a deformidade peniana ajuda o urologista a planejar condutas clínicas ou cirúrgicas com mais precisão.

Autofotografia Teste de ereção com injeção Tomografia 3D Curvatura peniana Disfunção erétil

A avaliação anatômica e funcional do pênis antes do tratamento é muito importante em pacientes com Doença de Peyronie. Além disso, essa avaliação pode mudar a escolha entre tratamento clínico, plicatura, incisão com enxerto, prótese peniana ou outras estratégias.

O estudo apresentado comparou três métodos diferentes para avaliação da deformidade peniana: autofotografia, teste de ereção farmacológica com injeção intracavernosa e tomografia computadorizada tridimensional durante ereção peniana artificial.

Portanto, a avaliação da Doença de Peyronie deve considerar não apenas a curvatura vista pelo paciente, mas também a rigidez, a presença de disfunção erétil e a reprodutibilidade da medida em ambiente clínico.

Avaliação da Doença de Peyronie: por que medir bem a deformidade?

A decisão terapêutica depende da anatomia e da função. Por isso, uma medida imprecisa pode levar a expectativas inadequadas ou a planejamento incompleto.

01

Grau de curvatura

Em primeiro lugar, o grau de curvatura ajuda a definir se o caso é leve, moderado ou grave.

02

Direção da deformidade

Além disso, curvaturas dorsais, ventrais, laterais ou complexas podem exigir estratégias diferentes.

03

Função erétil

Da mesma forma, a presença de disfunção erétil pode mudar completamente a indicação de tratamento.

04

Planejamento cirúrgico

Por fim, a documentação adequada facilita a escolha entre técnicas reconstrutivas e expectativas realistas.

Fotografia caseira pode ajudar, mas nem sempre é suficiente

A autofotografia permite registrar a curvatura em casa. No entanto, em pacientes com disfunção erétil, a rigidez incompleta pode subestimar a deformidade real. Portanto, alguns casos exigem avaliação com ereção induzida em consultório.

Métodos comparados no estudo

Os pesquisadores compararam deformidades penianas pré-tratamento usando três métodos diferentes. Em seguida, investigaram as correlações entre eles.

Três formas de avaliar a curvatura peniana

Autofotografia

Primeiramente, o paciente fotografa a deformidade durante ereção. Esse método é simples, mas depende da qualidade da ereção e da padronização das imagens.

Teste de ereção com injeção intracavernosa

Além disso, o teste de ereção farmacológica com injeção intracavernosa permite medir a curvatura com goniômetro após agente vasoativo.

Tomografia computadorizada 3D

Por fim, a tomografia 3D durante ereção peniana artificial permite reconstrução tridimensional da deformidade.

Quem participou do estudo?

O estudo incluiu 36 pacientes com Doença de Peyronie. A média de idade foi de 58 ± 8,25 anos, com faixa entre 36 e 72 anos.

Dados da amostra

36 pacientes avaliados

O tempo médio desde o início da doença foi de 25 ± 24 meses, com variação de 2 a 144 meses.

Os pesquisadores mediram os graus de curvatura peniana por autofotografia, teste de ereção com injeção intracavernosa e tomografia computadorizada.

Além disso, compararam a força de correlação entre os métodos, inclusive em pacientes com e sem disfunção erétil.

36Pacientes incluídos no estudo.
58 anosMédia de idade, com variação de 36 a 72 anos.
25 mesesTempo médio desde o início da doença.
2 a 144 mesesVariação do tempo de doença.

Resultados: graus de curvatura medidos

Os três métodos encontraram medidas diferentes de curvatura. Por isso, a escolha do método pode influenciar a interpretação clínica.

24°

Autofotografia

Em primeiro lugar, a mediana pela autofotografia foi de 24 graus, com variação de 0 a 80 graus.

40°

Teste de ereção com injeção

Além disso, a mediana no teste com agente vasoativo intracavernoso foi de 40 graus, com variação de 0 a 90 graus.

34°

Tomografia 3D

Da mesma forma, a mediana na tomografia computadorizada foi de 34 graus, com variação de 0 a 80 graus.

DE

Influência da ereção

Por fim, a presença de disfunção erétil pode reduzir a confiabilidade da autofotografia em alguns pacientes.

Correlação entre autofotografia, teste de ereção e TC 3D

A análise geral demonstrou correlação moderada entre autofotografia e os outros métodos. No entanto, a correlação entre o teste de ereção e a tomografia 3D foi forte.

Autofotografia vs CIS

Os pesquisadores encontraram correlação moderada entre autofotografia e teste de ereção com injeção: r = 0,72, P < 0,001.

Autofotografia vs TC 3D

Além disso, a correlação entre autofotografia e tomografia 3D foi moderada: r = 0,56, P < 0,001.

CIS vs TC 3D

Por outro lado, o teste de ereção com injeção e a TC 3D apresentaram forte correlação: r = 0,78, P < 0,001.

Interpretação

Portanto, o teste de ereção em consultório se aproximou mais da avaliação por tomografia 3D.

Efeito da disfunção erétil na avaliação

Quando os autores analisaram pacientes com e sem disfunção erétil, observaram uma queda estatisticamente significativa na força da correlação entre teste de ereção com injeção e autofotografia em pacientes com DE.

Em termos práticos, isso sugere que a autofotografia pode perder precisão quando a ereção obtida em casa não representa a rigidez necessária para mostrar toda a deformidade.

Tomografia 3D foi superior à autofotografia?

O estudo demonstrou a superioridade da tomografia 3D sobre a autofotografia e mostrou forte correlação com o teste de ereção em muitos parâmetros.

Conclusão do estudo

TC 3D não acrescentou mais que o teste de ereção com injeção

Apesar de sua superioridade sobre a autofotografia, a tomografia 3D não forneceu mais informações do que a avaliação com teste de ereção farmacológica.

Além disso, as limitações atuais e o aumento de custos restringem o uso rotineiro da TC 3D na avaliação da Doença de Peyronie.

Portanto, o teste de ereção com injeção intracavernosa continua sendo uma ferramenta prática e relevante para documentar a deformidade antes do tratamento.

Resumo prático para o paciente

Nem sempre a curvatura fotografada em casa reflete toda a deformidade. Por outro lado, nem todo paciente precisa de tomografia 3D.

Como isso ajuda na consulta?

Em primeiro lugar, a autofotografia pode ajudar na triagem e no acompanhamento inicial. No entanto, quando há dúvida sobre grau, direção, rigidez ou indicação cirúrgica, o teste de ereção com injeção pode oferecer uma avaliação mais padronizada.

Além disso, a TC 3D pode ter valor em cenários específicos, mas o estudo sugere que ela não supera o teste de ereção em informações práticas suficientes para justificar uso amplo em todos os casos.

Perguntas frequentes sobre avaliação da Doença de Peyronie

Por que medir a curvatura na Doença de Peyronie?

Porque o grau e a direção da curvatura ajudam a definir o melhor tratamento e a alinhar expectativas.

Autofotografia é suficiente?

Em alguns casos, ajuda bastante. No entanto, pode subestimar a curvatura quando a ereção em casa não está totalmente rígida.

O que é teste de ereção com injeção intracavernosa?

É um exame em que o médico usa agente vasoativo para induzir ereção e medir a deformidade com mais padronização.

A tomografia 3D é melhor?

A TC 3D foi superior à autofotografia no estudo. Porém, não forneceu mais informações práticas que o teste de ereção com injeção.

Todo paciente precisa de TC 3D?

Não. Segundo o estudo, custos e limitações atuais restringem o uso da TC 3D na avaliação rotineira da Doença de Peyronie.

A Doença de Peyronie precisa de avaliação anatômica e funcional.

Agende uma avaliação com o Dr. Alessandro Rossol em Porto Alegre para medir curvatura, avaliar função erétil e discutir o melhor tratamento para o seu caso.

Centro Clínico Mãe de Deus · Rua Costa 30, sala 502, Menino Deus  |  Hospital Moinhos de Vento · Rua Ramiro Barcelos 910, sala 902A  |  (51) 3230-2622

Este conteúdo é informativo e não substitui consulta médica individualizada. Portanto, a escolha entre autofotografia, teste de ereção com injeção, exames de imagem ou tratamento deve ser feita após avaliação especializada.

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Dr. Alessandro Rossol, urologista andrologista em Porto Alegre
Dr. Alessandro
Rossol
Urologista Andrologista
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+20 anos de experiência clínica
+10.000 cirurgias e procedimentos
36 publicações científicas
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