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Kisspeptina tem potencial de ser o primeiro tratamento farmacológico para homens com baixo desejo sexual

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Urologia & Andrologia — Saúde Sexual do Homem

Desejo sexual
masculino e kisspeptina:
o que mostrou o estudo.

Desejo sexual masculino reduzido pode ter causas hormonais, metabólicas, psicológicas, relacionais e neurológicas. Além disso, novas pesquisas investigam a kisspeptina como possível alvo terapêutico para homens com transtorno do desejo sexual hipoativo, também chamado HSDD. Portanto, o estudo deve ser entendido com interesse científico, mas também com cautela clínica.

Avaliação especializada em saúde sexual masculina Investigação hormonal e metabólica Disfunção erétil e baixo desejo sexual Urologia e Andrologia Atendimento em Porto Alegre
Desejo sexual masculino e kisspeptina com avaliação urológica especializada
Avaliação do desejo sexual masculino com foco em saúde hormonal, sexual e metabólica.

Desejo sexual masculino reduzido pode ter relação com hormônios, metabolismo, saúde emocional, medicamentos e fatores do relacionamento. Portanto, quando a queda do desejo sexual persiste ou causa sofrimento, a avaliação médica ajuda a diferenciar causas tratáveis de alterações complexas que exigem investigação especializada.

O desejo sexual masculino pode diminuir por causas hormonais, metabólicas, psicológicas, relacionais e neurológicas. Por isso, o baixo desejo sexual merece avaliação cuidadosa e não deve ser tratado apenas como falta de interesse ou envelhecimento. Nesse contexto, um estudo publicado no JAMA Network Open investigou se a kisspeptina poderia modular o processamento cerebral sexual em homens com HSDD. Além disso, a pesquisa mostra como o desejo sexual depende de circuitos cerebrais e não apenas de níveis hormonais isolados.

Desejo sexual baixo: o que é HSDD?

HSDD significa transtorno do desejo sexual hipoativo. Em termos práticos, trata-se de uma redução persistente do desejo sexual associada a sofrimento ou impacto na vida do paciente. Além disso, o estudo citado informa que essa condição afeta cerca de 8% dos homens. No entanto, ainda não existe uma opção farmacológica consolidada para uso amplo na prática clínica. Por esse motivo, novas pesquisas em desejo sexual masculino têm grande relevância.

Kisspeptina e desejo sexual: por que ela despertou interesse?

Além de participar do eixo reprodutivo, a kisspeptina pode influenciar circuitos cerebrais envolvidos em desejo, excitação e resposta sexual. Dessa forma, ela se tornou um alvo de interesse em pesquisas sobre desejo sexual masculino.

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Desejo sexual e alvo neuroendócrino

Primeiramente, a kisspeptina atua em vias ligadas à reprodução. Por isso, pesquisadores passaram a investigar sua relação com motivação sexual e resposta a estímulos eróticos. Além disso, esse mecanismo ajuda a explicar por que o estudo avaliou desejo sexual, cérebro e resposta física ao mesmo tempo.

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Estudo controlado por placebo

Além disso, o ensaio clínico usou desenho duplo-cego, cruzado e controlado por placebo. Dessa forma, cada participante recebeu kisspeptina e placebo em visitas diferentes.

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Medidas do desejo sexual, cérebro e corpo

Durante o estudo, os pesquisadores analisaram atividade cerebral por ressonância magnética funcional, tumescência peniana e medidas comportamentais de desejo e excitação. Assim, eles observaram diferentes dimensões do desejo sexual masculino.

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Resultados iniciais promissores

Consequentemente, os dados sugerem potencial terapêutico. No entanto, o estudo representa uma etapa inicial, e não uma autorização para uso indiscriminado. Portanto, qualquer discussão sobre desejo sexual precisa considerar os limites da evidência.

Como o estudo avaliou desejo sexual e kisspeptina?

Perfil dos participantes

O estudo incluiu homens heterossexuais com HSDD. Além disso, 32 participantes completaram o ensaio, com idade média de 37,9 anos e índice de massa corporal médio de 24,9. Dessa maneira, os resultados descrevem um grupo específico de homens com alteração de desejo sexual, e não todos os pacientes com queixa sexual.

Desenho do ensaio clínico

Em seguida, cada participante compareceu a duas visitas com pelo menos 7 dias de intervalo. Em uma visita, recebeu infusão intravenosa de kisspeptina-54; na outra, recebeu placebo. Assim, os pesquisadores puderam comparar as respostas do mesmo participante em condições diferentes.

Estímulos sexuais visuais

Durante as avaliações, os pesquisadores usaram vídeos e tarefas sexuais. Assim, eles puderam comparar respostas cerebrais, físicas e comportamentais durante kisspeptina e placebo. Além disso, esse desenho reduziu parte da variação individual entre os participantes.

Resultados sobre desejo sexual

Por fim, a kisspeptina modulou a atividade cerebral em regiões da rede de processamento sexual. Além disso, os pesquisadores observaram aumento de tumescência peniana e melhora em medidas comportamentais de desejo sexual. Ainda assim, esses achados precisam de confirmação em estudos maiores antes de virarem tratamento de rotina.

Desejo sexual masculino: resumo da evidência científica

O estudo é promissor, porém ainda inicial e restrito ao contexto de pesquisa clínica. Portanto, ele deve orientar discussão médica, e não automedicação ou expectativa de tratamento imediato.

O ensaio publicado no JAMA Network Open analisou homens com HSDD em um desenho randomizado, duplo-cego, cruzado e controlado por placebo. Além disso, os autores concluíram que a administração de kisspeptina modulou substancialmente o processamento cerebral sexual e se associou a aumentos de tumescência peniana, desejo sexual e excitação.

No entanto, esse resultado não significa que a kisspeptina já seja um tratamento disponível para todos os homens com alteração do desejo sexual. Portanto, o achado deve ser interpretado como uma evidência inicial. Além disso, ele reforça a importância da pesquisa em medicina sexual masculina.

Fonte bibliográfica: JAMA Network Open
Registro do ensaio clínico: ISRCTN17271094

Perguntas frequentes sobre desejo sexual e kisspeptina

Kisspeptina já é tratamento para desejo sexual baixo?

Ainda não deve ser tratada como terapia de rotina. Embora os resultados iniciais sejam promissores, a kisspeptina precisa de mais estudos, protocolos definidos e validação antes de uso clínico amplo. Portanto, o acompanhamento médico continua sendo indispensável.

Toda alteração de desejo sexual é hormonal?

Não. Além dos hormônios, fatores psicológicos, relacionais, metabólicos, medicamentos, sono, dor, estresse e disfunção erétil podem influenciar o desejo sexual masculino. Por isso, a investigação precisa ser ampla. Dessa forma, o tratamento pode mirar a causa correta.

Quando procurar um urologista andrologista?

Procure avaliação quando a queda do desejo sexual persistir, gerar sofrimento, afetar o relacionamento ou aparecer junto com disfunção erétil, fadiga, baixa testosterona, alterações de humor ou perda de libido. Além disso, procure ajuda se a mudança surgiu após medicações, estresse intenso ou problemas hormonais.

Desejo sexual masculino merece investigação completa.

Agende uma avaliação com o Dr. Alessandro Rossol em Porto Alegre para investigar causas hormonais, metabólicas, sexuais e emocionais relacionadas ao desejo sexual com abordagem especializada em andrologia. Assim, a conduta parte de um diagnóstico real, e não de suposições.

Centro Clínico Mãe de Deus · Rua Costa 30, sala 502, Menino Deus  |  Hospital Moinhos de Vento · Rua Ramiro Barcelos 910, sala 902A  |  (51) 3230-2622

Este conteúdo é informativo e não substitui uma consulta médica individualizada. Portanto, qualquer conduta depende de avaliação médica, histórico clínico, exame físico e exames complementares.

https://www.isrctn.com/ISRCTN17271094

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Dr. Alessandro Rossol, urologista andrologista em Porto Alegre
Dr. Alessandro
Rossol
Urologista Andrologista
CRM-RS · Porto Alegre
+20 anos de experiência clínica
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