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Estudo aponta que biópsias da próstata pela via transperineal têm menor taxa de infecção que a via transretal

Estudo aponta que biópsias da próstata pela via transperineal têm menor taxa de infecção que a via transretal
Urologia — Diagnóstico Prostático

Biópsia transperineal da próstata:
detecção de câncer semelhante
e menor risco infeccioso.

Biópsia transperineal da próstata é uma alternativa à biópsia transretal na investigação do câncer de próstata. Segundo o estudo citado, as abordagens transperineal e transretal apresentaram taxas semelhantes de detecção de câncer, mas a via transperineal se associou a menor taxa de complicações infecciosas.

Câncer de próstata Biópsia TP Biópsia TR PSA Complicações infecciosas

Em primeiro lugar, a biópsia de próstata é um exame usado quando há suspeita de câncer de próstata, geralmente após alterações no PSA, toque retal, ressonância magnética ou avaliação urológica. Além disso, a forma de acesso à próstata pode influenciar o perfil de complicações.

Tradicionalmente, muitos serviços utilizam a via transretal. No entanto, a biópsia transperineal da próstata ganhou espaço por reduzir a passagem de agulhas pelo reto e, consequentemente, diminuir o risco de infecções relacionadas ao procedimento.

Portanto, compreender as diferenças entre biópsia transretal e transperineal ajuda o paciente a conversar com o urologista sobre segurança, anestesia, diagnóstico e riscos.

Biópsia transperineal da próstata: o que o estudo avaliou?

Para começar, o estudo preliminar de centro único comparou as abordagens transperineal e transretal em homens que preenchiam critérios para biópsia de câncer de próstata.

BMC Urology · 2019

238 homens avaliados

Nesse estudo, Guan-Lin Huang e colegas estudaram pacientes do Hospital Memorial Kaohsiung Chang Gung e da Faculdade de Medicina da Universidade Chang Gung, em Taiwan.

Ao todo, 238 homens preencheram critérios para biópsia de câncer de próstata. Desse total, 130 foram submetidos à biópsia transperineal, enquanto 108 foram submetidos à biópsia transretal.

Além disso, os grupos tinham idades médias semelhantes: 66,6 anos no grupo TP e 67,1 anos no grupo TR. Além disso, os níveis medianos de PSA foram parecidos: 9,3 ng/mL no grupo TP e 10,9 ng/mL no grupo TR.

238 homensTotal de pacientes incluídos no estudo.
130 TPPacientes submetidos à biópsia transperineal.
108 TRPacientes submetidos à biópsia transretal.
PSA semelhante9,3 ng/mL no TP e 10,9 ng/mL no TR.

Detecção de câncer: TP e TR tiveram resultados semelhantes

Além disso, um ponto importante do estudo foi que a menor taxa de complicações infecciosas da via TP não pareceu ocorrer às custas de menor detecção de câncer.

45%

Grupo TP

Em primeiro lugar, a taxa de detecção de câncer de próstata no grupo transperineal foi de 45%.

49%

Grupo TR

Além disso, a taxa de detecção no grupo transretal foi de 49%, valor semelhante ao grupo TP.

66,6

Idade média TP

Da mesma forma, a idade média dos pacientes TP foi de 66,6 anos.

67,1

Idade média TR

Por fim, a idade média dos pacientes TR foi de 67,1 anos, também semelhante.

Interpretação prática

Em resumo, os grupos TP e TR tiveram taxas de detecção de câncer de próstata semelhantes, 45% versus 49%, respectivamente. Portanto, no estudo citado, a biópsia transperineal não demonstrou perda evidente de capacidade diagnóstica em comparação com a via transretal.

Como interpretar esses números?

Em primeiro lugar, os dados devem ser lidos dentro do contexto de um estudo preliminar de centro único. Além disso, os resultados ajudam a comparar segurança infecciosa entre as vias TP e TR. No entanto, a escolha final da técnica depende da avaliação individual, da estrutura disponível e da experiência da equipe.

Complicações infecciosas: diferença favoreceu a via transperineal

A principal diferença relatada envolveu complicações pós-biópsia, especialmente hospitalização, sepse, febre e infecção do trato urinário.

Complicações no estudo

Hospitalização pós-biópsia

Inicialmente, no grupo transretal, 7,4% dos pacientes foram hospitalizados por complicações pós-biópsia. Por outro lado, nenhum paciente do grupo TP apresentou esse problema.

Sepse

Além disso, no grupo TR, 6,4% apresentaram sepse. No entanto, nenhum paciente do grupo transperineal apresentou sepse no estudo.

Febre

Da mesma forma, no grupo TR, 6,4% apresentaram febre. Enquanto isso, nenhum caso foi relatado no grupo TP.

Menor risco infeccioso

Por fim, esses resultados, em conjunto, esses resultados sugerem menor risco de complicações pós-biópsia em pacientes submetidos à biópsia transperineal da próstata.

ITU

Em relação à ITU, a infecção do trato urinário ocorreu em 12% dos pacientes TR e em 2,2% dos pacientes TP.

Hematúria bruta

Além disso, a hematúria bruta foi mais frequente no grupo TR: 13,8% versus 5,3% no grupo TP.

Hospitalização

Já a hospitalização por complicações pós-biópsia ocorreu em 7,4% no grupo TR e em 0% no grupo TP.

Sepse e febre

Por fim, sepse e febre ocorreram em 6,4% no grupo TR e em 0% no grupo TP.

Infecção após biópsia de próstata é uma preocupação real

Em primeiro lugar, a sepse é uma complicação potencialmente grave. Portanto, qualquer febre, calafrios, piora do estado geral, dor importante ou sintomas urinários intensos após biópsia de próstata devem ser avaliados rapidamente por atendimento médico.

Por que a biópsia transperineal pode reduzir infecção?

Em geral, a explicação principal envolve a rota da agulha. Na via transretal, por exemplo, a agulha atravessa o reto. Por outro lado, na via transperineal, o acesso ocorre pelo períneo, o que pode reduzir a contaminação bacteriana do procedimento.

Segurança infecciosa e escolha da via

Historicamente, a biópsia transretal é a abordagem mais comum em muitos locais e foi descrita no texto-base como a via mais usada nos Estados Unidos. Entretanto, a via transperineal tem sido cada vez mais discutida por seu potencial de reduzir complicações relacionadas à infecção.

Além disso, a escolha da via deve considerar experiência da equipe, disponibilidade, necessidade de anestesia, características do paciente e risco infeccioso individual.

Anestesia na biópsia transretal e transperineal

Além disso, o estudo também descreveu diferenças na forma de anestesia entre os grupos.

TR

Via transretal

Na via TR, os pacientes receberam lubrificante com creme de lidocaína pelo orifício de punção por ultrassom transretal.

TP

Via transperineal

Na via TP, por sua vez, os pacientes foram submetidos à anestesia local, com lidocaína e bloqueio do nervo periprostático, ou anestesia geral intravenosa.

Dor

Conforto do paciente

Além disso, o conforto depende da técnica, anestesia, número de fragmentos, ansiedade do paciente e experiência da equipe.

Plano

Escolha individualizada

Por fim, o urologista deve explicar via, preparo, anestesia e possíveis sintomas após o procedimento.

Biópsia transperineal da próstata: para quem pode fazer sentido?

Em resumo, a indicação da via deve ser individualizada. Ainda assim, o menor risco infeccioso pode ser especialmente relevante para alguns perfis de pacientes.

Maior risco infeccioso

Primeiramente, pacientes com maior risco de infecção podem se beneficiar da discussão sobre via transperineal, conforme avaliação médica.

Histórico de infecção

Além disso, histórico de infecção pós-procedimento ou resistência bacteriana pode influenciar a escolha.

Investigação prostática

Da mesma forma, homens com PSA alterado, imagem suspeita ou indicação formal de biópsia devem discutir a melhor técnica.

Disponibilidade da técnica

Por fim, nem todos os serviços oferecem as mesmas abordagens, anestesias ou equipamentos.

Mensagem principal do estudo

Em síntese, o estudo sugere que biópsias transperineais e transretais apresentam taxas semelhantes de detecção de câncer de próstata. No entanto, a biópsia transperineal da próstata apresentou menor taxa de complicações relacionadas à infecção.

Portanto, para pacientes que precisam de biópsia prostática, vale conversar com o urologista sobre via de acesso, segurança, anestesia, risco infeccioso e experiência da equipe.

Resumo para o paciente

Em resumo, a biópsia transperineal da próstata pode oferecer uma discussão importante quando o paciente se preocupa com infecção após o procedimento. Além disso, no estudo citado, a detecção de câncer foi semelhante à via transretal. Portanto, a principal diferença observada foi o perfil de complicações.

Referência bibliográfica

  1. Huang GL, Kang CH, Lee WC, Chiang PH. Comparisons of cancer detection rate and complications between transrectal and transperineal prostate biopsy approaches-a single center preliminary study. BMC Urology. 2019;19:101.
  2. DOI: 10.1186/s12894-019-0539-4.

Perguntas frequentes sobre biópsia transperineal da próstata

O que é biópsia transperineal da próstata?

Em termos simples, é uma técnica em que as amostras da próstata são coletadas pelo períneo, em vez de atravessar o reto.

A biópsia transperineal detecta menos câncer?

No estudo citado, não. Na verdade, a detecção foi semelhante: 45% no grupo TP e 49% no grupo TR.

Qual teve mais infecção no estudo?

Nesse estudo, a via transretal teve mais complicações infecciosas, incluindo ITU, febre e sepse. Por outro lado, nenhum paciente TP apresentou hospitalização, sepse ou febre.

A biópsia transperineal precisa de anestesia?

Sim. No estudo, por sua vez, os pacientes TP receberam anestesia local com lidocaína e bloqueio periprostático ou anestesia geral intravenosa.

Como escolher entre TP e TR?

Por fim, a escolha deve considerar indicação, risco infeccioso, anestesia, disponibilidade da técnica, experiência da equipe e avaliação individual do paciente.

Investigação de câncer de próstata deve equilibrar diagnóstico e segurança.

Agende uma avaliação com o Dr. Alessandro Rossol em Porto Alegre para discutir PSA, ressonância, indicação de biópsia, via de acesso e riscos do procedimento.

Centro Clínico Mãe de Deus · Rua Costa 30, sala 502, Menino Deus  |  Hospital Moinhos de Vento · Rua Ramiro Barcelos 910, sala 902A  |  (51) 3230-2622

Este conteúdo é informativo e não substitui consulta médica individualizada. Portanto, a indicação de biópsia de próstata e a escolha entre via transretal ou transperineal devem ser feitas após avaliação urológica.

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Dr. Alessandro Rossol, urologista andrologista em Porto Alegre
Dr. Alessandro
Rossol
Urologista Andrologista
CRM-RS · Porto Alegre
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+10.000 cirurgias e procedimentos
36 publicações científicas
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