Implante de Prótese Peniana e Doença de Peyronie: Como Abordar a Curvatura Residual – Uma Demonstração Detalhada da Técnica de Moldagem e Procedimento de Enxertia

Doença de Peyronie — Prótese Peniana Inflável

Prótese peniana e Peyronie:
moldagem manual, curvatura residual
e enxerto durante o implante.

Prótese peniana e Peyronie formam uma combinação frequente quando a curvatura peniana vem acompanhada de disfunção erétil. Nesses casos, a inserção de uma prótese peniana pode endireitar o pênis e permitir rigidez adequada para a relação sexual. No entanto, um desafio intraoperatório surge quando permanece curvatura residual durante o teste do dispositivo.

Prótese peniana inflável Doença de Peyronie Moldagem manual Incisão de placa Enxerto peniano

A inserção de uma prótese peniana é o tratamento de escolha em homens com Doença de Peyronie e disfunção erétil concomitante. Portanto, o objetivo da cirurgia é duplo: corrigir a curvatura e permitir rigidez suficiente para a relação sexual.

Além disso, a cirurgia protética pode exigir decisões intraoperatórias. Mesmo após a inserção da prótese peniana inflável, o cirurgião pode encontrar uma curvatura residual durante o teste do dispositivo.

Por isso, o vídeo de Chiriaco, Maher, Lee e Rafael, do University College London Hospital e Royal Free Hospital, destaca estratégias para ajudar o implantador diante desses desafios.

Prótese peniana e Peyronie: qual foi o objetivo do vídeo?

O vídeo teve como objetivo demonstrar estratégias intraoperatórias para correção de curvatura residual após a inserção de prótese peniana inflável em pacientes com Doença de Peyronie.

Vídeo cirúrgico · SMSNA/ISSM

Três cenários intraoperatórios

O conteúdo ilustra três situações diferentes e sugere condutas para cada uma delas.

Em primeiro lugar, o vídeo apresenta a moldagem manual para curvatura residual após a inserção do dispositivo. Depois, mostra o que fazer quando a curvatura persiste após a moldagem. Por fim, demonstra um cenário em que a incisão e o enxerto da placa são realizados desde o início.

1Moldagem manual após inserção da prótese.
2Incisão e enxerto se a moldagem falhar.
3Incisão e enxerto inicial em casos selecionados.
6 semanasLiberação para relação sexual após a cirurgia, segundo o texto-base.

Cenário 1: moldagem manual da curvatura residual

A moldagem manual aparece como uma opção de primeira linha quando há curvatura residual após a inserção da prótese peniana inflável.

Como a moldagem manual é descrita?

Curvatura lateral esquerda

No primeiro cenário, os autores mostram uma curvatura lateral esquerda persistente após a inserção do dispositivo.

Cilindros totalmente inflados

Em seguida, os cilindros são totalmente inflados, e os tubos da bomba são presos duplamente.

Manipulação oposta à curvatura

Depois, uma mão fica distal ao ápice da curvatura, enquanto a outra fica proximal. Assim, o pênis é manipulado no sentido oposto à curvatura.

Correção bem-sucedida

Segundo o texto-base, essa moldagem da placa corrigiu com sucesso a curvatura nesse primeiro caso.

Moldagem manual é técnica cirúrgica, não manobra domiciliar

A moldagem manual descrita no vídeo ocorre durante a cirurgia, com cilindros da prótese inflável já posicionados e sob controle do cirurgião. Portanto, o paciente não deve tentar corrigir curvatura manualmente por conta própria.

Cenário 2: curvatura residual após moldagem manual

Em alguns casos, a moldagem manual não corrige suficientemente a deformidade. Nessa situação, o vídeo sugere incisão da placa e enxerto quando a curvatura residual persistente é significativa.

Quando considerar incisão e enxerto?

Segundo o texto-base, a placa pode ser incisada no ponto de curvatura máxima e enxertada se houver curvatura persistente significativa, especialmente acima de 30 graus, após a moldagem.

Nesse paciente, os autores usaram um retalho de selante de fibrina. Além disso, o texto descreve essa opção como uma escolha rápida e eficaz para enxertar o defeito da túnica.

Cenário 3: incisão e enxerto de placa inicial

Alguns pacientes não são bons candidatos à moldagem após a inserção da prótese peniana. Por isso, a incisão e o enxerto podem entrar no plano cirúrgico desde o início.

Curvatura ventral

Em primeiro lugar, o texto cita curvatura peniana ventral como exemplo de situação em que a moldagem pode não ser adequada.

Placas ossificadas

Além disso, placas ossificadas podem tornar a moldagem menos apropriada e exigir estratégia reconstrutiva diferente.

Enxerto antes da dilatação

Nesse paciente, a equipe incisou a placa e enxertou o defeito da túnica antes da dilatação corporal.

Pericárdio bovino

Por fim, o defeito foi enxertado com pericárdio bovino, conforme o caso descrito.

Resultados pós-operatórios

Os três pacientes descritos no vídeo tiveram evolução pós-operatória sem intercorrências.

3

Pacientes apresentados

Em primeiro lugar, o vídeo ilustra três cenários cirúrgicos diferentes.

3 sem.

Ciclagem do dispositivo

Além disso, os pacientes foram encorajados a ciclar o dispositivo a partir de 3 semanas.

6 sem.

Relação sexual

Da mesma forma, receberam autorização para iniciar relação sexual após 6 semanas da cirurgia.

0

Intercorrências

Por fim, todos tiveram pós-operatório sem intercorrências, segundo o texto-base.

Conclusão cirúrgica

Moldagem manual como primeira linha

Os autores concluem que a moldagem manual é uma opção de primeira linha segura e eficaz para curvatura residual após prótese peniana inflável.

No entanto, se a moldagem falhar ou se a técnica for contraindicada, o cirurgião pode considerar incisão da placa e enxerto.

Além disso, o texto menciona várias opções de material de enxerto, incluindo adesivo selante de fibrina e pericárdio bovino.

Resumo prático para o paciente

A presença de Doença de Peyronie e disfunção erétil pode exigir planejamento cirúrgico mais complexo do que apenas inserir a prótese.

O que conversar antes da cirurgia?

Em primeiro lugar, o paciente deve entender que a prótese peniana trata a rigidez, mas a curvatura pode exigir manobras adicionais. Além disso, o cirurgião pode decidir durante o procedimento se moldagem, incisão da placa ou enxerto serão necessários.

Portanto, a avaliação pré-operatória deve discutir grau e direção da curvatura, qualidade da ereção, expectativas de comprimento, risco de encurtamento, tipo de prótese, possibilidade de enxerto e recuperação sexual.

Fonte bibliográfica

  1. Chiriaco G; Maher E; Lee GT; Rafael D. University College London Hospital (UCLH) e Royal Free Hospital.
  2. SMSNA/ISSM — vídeo/poster sobre estratégias para curvatura residual após prótese peniana inflável.

Perguntas frequentes sobre prótese peniana e Peyronie

Quando a prótese peniana é indicada na Doença de Peyronie?

Geralmente, quando o paciente tem Doença de Peyronie associada à disfunção erétil que não responde bem ao tratamento clínico.

O que é curvatura residual?

É a curvatura que permanece durante o teste do dispositivo após a inserção da prótese peniana inflável.

O que é moldagem manual?

É uma técnica intraoperatória em que o cirurgião manipula o pênis no sentido oposto à curvatura com os cilindros inflados.

Quando pode ser necessário enxerto?

O enxerto pode ser considerado se a curvatura residual persistir após moldagem, especialmente quando for significativa, ou quando a moldagem for contraindicada.

Quando a relação sexual costuma ser liberada?

No texto-base, os pacientes foram liberados para relação sexual após 6 semanas, mas essa orientação deve sempre seguir a avaliação do cirurgião.

Doença de Peyronie com disfunção erétil exige planejamento cirúrgico cuidadoso.

Agende uma avaliação com o Dr. Alessandro Rossol em Porto Alegre para discutir curvatura peniana, função erétil, prótese peniana inflável e opções reconstrutivas.

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Este conteúdo é informativo e não substitui consulta médica individualizada. Portanto, a indicação de prótese peniana, moldagem, incisão de placa ou enxerto deve ser feita após avaliação especializada.

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