Ondas de choque para disfunção erétil:
LiSWT no tratamento da DE
vasculogênica.
Ondas de choque para disfunção erétil, também chamadas de LiSWT, são uma abordagem para o tratamento da disfunção erétil vasculogênica. O aparelho utiliza um dispositivo que emite ondas de choque extracorpóreas de baixa intensidade, com foco nos vasos sanguíneos, no eixo do corpo do pênis e na crura, região perineal onde está a porção interna, escondida, do pênis.
As ondas de choque para disfunção erétil ajudam a melhorar a deficiência vascular dos corpos cavernosos do pênis, uma causa comum de disfunção erétil. Além disso, a proposta da LiSWT é estimular respostas locais associadas à neovascularização, ou seja, à formação de novos vasos sanguíneos e à melhora da circulação peniana.
Portanto, este conteúdo mantém a informação central do texto original, mas com linguagem médica mais cuidadosa: os resultados dependem da causa da disfunção erétil, da gravidade do quadro, da seleção do paciente, da resposta a medicamentos e do protocolo utilizado.
Como as ondas de choque para disfunção erétil funcionam?
A LiSWT aplica ondas acústicas de baixa intensidade em pontos específicos relacionados à ereção. Dessa forma, busca estimular mecanismos vasculares nos corpos cavernosos e na porção interna do pênis.
Objetivos do tratamento com LiSWT
Melhorar a deficiência vascular
Primeiramente, a ereção depende de entrada adequada de sangue nos corpos cavernosos. Assim, em pacientes com disfunção erétil vascular, melhorar a perfusão local pode favorecer a resposta erétil.
Estimular neovascularização
Além disso, o tratamento busca estimular a neovascularização no eixo do corpo do pênis e da crura. Portanto, a proposta é atuar diretamente sobre um componente vascular importante da disfunção erétil.
Aumentar a resposta aos inibidores de PDE5
Em pacientes selecionados, a LiSWT pode ajudar homens que respondem aos medicamentos e também aqueles que não respondiam adequadamente. No entanto, esse benefício precisa ser interpretado conforme o grau da DE e a avaliação individual.
Reduzir dependência de opções mais invasivas
Por fim, para alguns pacientes, melhorar a resposta vascular pode adiar ou reduzir a necessidade de estratégias mais invasivas. Ainda assim, em casos graves, injeções, bomba de vácuo ou prótese peniana continuam sendo opções importantes.
Pacientes diabéticos, causas vasculares e resposta aos medicamentos
Pacientes diabéticos e homens com causas vasculares podem se beneficiar com LiSWT, principalmente aqueles sensíveis aos inibidores da PDE5, como sildenafila, vardenafila, tadalafila e iodenafila, assim como alguns pacientes que não respondem adequadamente a esses medicamentos.
Diabetes
O diabetes pode comprometer vasos e nervos envolvidos na ereção. Portanto, a LiSWT pode ser discutida quando há componente vascular relevante.
Causas vasculares
Hipertensão, tabagismo, colesterol alto e doença cardiovascular também podem prejudicar a circulação peniana. Além disso, o controle desses fatores continua essencial.
Respondedores a PDE5
Pacientes que já respondem aos comprimidos podem buscar melhora de qualidade erétil e espontaneidade sexual, desde que exista indicação adequada.
Não respondedores
Alguns pacientes que não respondiam aos medicamentos podem voltar a apresentar resposta após LiSWT. No entanto, isso não deve ser apresentado como garantia.
LiSWT em pacientes com disfunção erétil grave
A LiSWT pode ser uma possibilidade relevante para homens que antes tinham poucas alternativas não invasivas.
Nos pacientes com disfunção erétil grave, grupo que inclui um número substancial de pacientes, as soluções disponíveis até poucos anos atrás incluíam bombas de vácuo, injeções intracavernosas e implante de prótese peniana. Nesse cenário, a LiSWT trouxe esperança ao permitir que parte desses pacientes voltasse a se tornar sensível e respondedora aos medicamentos inibidores de PDE5.
Em estudos e protocolos específicos, mais de 70% desses pacientes poderiam voltar a responder aos inibidores de PDE5. No entanto, essa informação deve ser interpretada conforme o perfil do paciente, o protocolo utilizado e os critérios de seleção, e não como promessa individual de resultado.
Disfunção erétil entre 40 e 70 anos
Mais de 50% dos homens entre 40 e 70 anos sofrem algum grau de disfunção erétil, incluindo quadros transitórios. Nesse contexto, as ondas de choque de baixa intensidade podem trazer melhora duradoura da função erétil e da espontaneidade sexual para pacientes bem selecionados.
Tratamento sem fármacos locais, sem sedação e sem anestesia
As LiSWT não envolvem a utilização de produtos farmacêuticos locais durante a aplicação. Além disso, o tratamento por ondas de choque é não invasivo, não requer sedação e não exige anestesia.
O procedimento costuma ser realizado durante uma série de visitas breves ao consultório do urologista. Usualmente, uma sessão de aplicação de ondas de choque dura cerca de 20 minutos. Em muitos protocolos, são realizadas uma a duas aplicações por semana, durante um período aproximado de cinco semanas.
Em geral, trata-se de um procedimento bem tolerado, de baixa invasividade e sem efeito sistêmico esperado em outros órgãos e tecidos saudáveis, desde que indicado e aplicado corretamente.
Quando a melhora pode ser percebida?
Em alguns pacientes, a melhora na função erétil pode ser percebida dentro de duas semanas após o início do tratamento. Além disso, estudos clínicos relataram alta taxa de satisfação por mais de dois anos após o tratamento em grupos avaliados.
Primeiras semanas
Alguns pacientes percebem melhora precoce. No entanto, a resposta pode ser gradual e depende da causa da DE.
Seguimento prolongado
O texto original cita satisfação por mais de dois anos em estudos clínicos. Ainda assim, o acompanhamento individual continua necessário.
Estudos controlados
O conteúdo original menciona resultados confirmados por estudo duplo-cego controlado com placebo em grande grupo de pacientes.
Resposta individual
Como em qualquer tratamento, os resultados variam conforme diagnóstico, comorbidades, idade, gravidade e protocolo utilizado.
Importante: não é uma solução universal para todos os casos
Embora seja uma abordagem promissora para disfunção erétil vasculogênica, as ondas de choque para disfunção erétil não substituem diagnóstico adequado. Afinal, a DE pode ter causas hormonais, psicológicas, neurológicas, medicamentosas, vasculares ou mistas. Portanto, o tratamento precisa começar com avaliação médica individualizada.
Vídeo explicativo sobre LiSWT
O vídeo abaixo ajuda a visualizar o conceito do tratamento com ondas de choque de baixa intensidade. Ainda assim, ele não substitui consulta médica, exame físico e discussão individual sobre riscos, benefícios e alternativas.
Onde a LiSWT entra no tratamento da disfunção erétil?
A disfunção erétil deve ser investigada antes da escolha do tratamento. Dessa forma, a LiSWT pode ser uma ferramenta dentro de um plano maior, e não uma solução isolada para todos os pacientes.
Diagnóstico da causa
Primeiramente, o médico avalia fatores vasculares, diabetes, medicamentos, testosterona, saúde cardiovascular, ansiedade, estresse e histórico sexual.
Tratamentos de primeira linha
Inibidores de PDE5, controle de fatores de risco, atividade física, perda de peso e manejo de doenças metabólicas podem fazer parte do tratamento.
Terapias associadas
Além disso, LiSWT pode ser combinada com reabilitação sexual, ajuste de medicamentos e acompanhamento longitudinal.
Casos refratários
Quando a resposta continua insuficiente, injeção intracavernosa, bomba de vácuo ou prótese peniana podem ser discutidas com o paciente.
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Além deste artigo sobre ondas de choque para disfunção erétil, veja também conteúdos sobre diagnóstico da DE, reabilitação peniana e prótese peniana.
Disfunção erétil: diagnóstico e tratamento completo | Reabilitação peniana após câncer de próstata | Prótese peniana
Perguntas frequentes sobre ondas de choque para disfunção erétil
Ondas de choque para disfunção erétil servem para todos?
Não. A LiSWT tende a fazer mais sentido em pacientes com componente vascular. No entanto, quando a causa é hormonal, psicológica, neurológica ou medicamentosa, outras abordagens podem ser mais importantes.
O procedimento dói?
Em geral, o tratamento é bem tolerado e não exige sedação ou anestesia. Ainda assim, a percepção de desconforto pode variar entre pacientes.
Quando a melhora aparece?
Em alguns pacientes, a melhora pode ser percebida dentro de duas semanas após o início do tratamento. Porém, a resposta pode ser gradual e depende da causa da disfunção, da gravidade, dos fatores de risco e do protocolo utilizado.
Posso parar os remédios para ereção?
Não faça isso sem orientação médica. Em muitos casos, a proposta é melhorar a resposta aos medicamentos, e não necessariamente suspender tudo imediatamente.
Quem tem diabetes pode fazer?
Pacientes diabéticos podem ser avaliados, especialmente quando há componente vascular. Entretanto, controle glicêmico, saúde cardiovascular e avaliação individual são essenciais.
Disfunção erétil vascular pode ter tratamento além do comprimido.
Agende uma avaliação com o Dr. Alessandro Rossol em Porto Alegre para entender se ondas de choque, medicamentos, reabilitação sexual ou outro tratamento faz mais sentido para o seu caso.
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Este conteúdo é informativo e não substitui uma consulta médica individualizada. Portanto, a indicação de ondas de choque para disfunção erétil depende de avaliação médica, diagnóstico da causa da DE, histórico clínico, exame físico e discussão das alternativas terapêuticas.
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2 respostas
Dr eu sofro com este problema de disfunção erétil vascular já faz uns 8 anos nunca nem iniciei um tratamento porque me cobraram muito caro,eu gostaria muito de poder fazer um tratamento mais até onde sei é muito caro.
Olá Raimundo!
Estudos recentes têm mostrado que as ondas de choque da baixa intensidade apresentam bons resultados na melhora da ereção em pacientes com DE vascular. Principalmente naqueles com DE leve e moderada. Não é um tratamento barato por causa do custo do equipamento e da reposição dos probes. Entretanto o custo deste tratamento vém diminuindo e se tornando acessível para muitos homens que buscam uma opção regenerativa e não paliativa na melhora de ereção.