Perdeu a ereção matinal? Antes de se assustar, leia isto!

Muitos homens notam, com o passar do tempo, que as ereções ao acordar ficaram mais raras. Logo vem a dúvida: “será que minhas artérias estão entupidas?” ou “será que estou com disfunção erétil?”.

A resposta curta: a perda das ereções matinais é um sinal de alerta, mas não fecha diagnóstico de nada. Entenda por quê.

O que são as ereções matinais?

Durante o sono, principalmente nas fases de sonhos, o pênis tem ereções espontâneas, e é comum acordar no meio de uma delas. Isso acontece sem qualquer estímulo sexual e mostra que o “mecanismo” da ereção (nervos, hormônios e circulação) está funcionando.

Por que esse sinal não dá diagnóstico sozinho?

A diminuição das ereções matinais é um dos sintomas mais ligados à testosterona baixa, junto com a queda da libido e as ereções mais fracas. Mas o European Male Aging Study, um grande estudo europeu, mostrou que de 25% a 40% dos homens com testosterona normal também relatam ter menos ereções ao acordar.

Ou seja, o sintoma levanta uma suspeita, mas não a confirma e não exclui outras causas.

Ereção matinal e a diferença entre causa emocional e causa física

Classicamente, quando o homem tem ereções firmes ao acordar ou durante a noite, mas falha na hora da relação, pensamos mais em causa psicológica, porque o mecanismo está intacto. Quando elas desaparecem, aumenta a suspeita de causa física (hormonal, nervosa ou vascular).

Existe um exame que mede as ereções durante o sono, a tumescência peniana noturna. Ele é considerado o padrão histórico para essa diferenciação, mas é pouco usado no dia a dia, por causa do custo e da necessidade de monitorar várias noites.

Menos ereção matinal não é sinônimo de “problema vascular”

Mesmo quando há um componente físico, as causas podem ser diferentes:

  • Testosterona baixa: pode prejudicar o funcionamento dos vasos do pênis, principalmente quando os níveis estão bem reduzidos.
  • Causa neurológica: por exemplo, neuropatia ou lesão dos nervos da região pélvica.
  • Causa vascular: entupimento ou endurecimento das artérias que levam sangue ao pênis.

Um alerta importante para o coração

Quando a causa é vascular, a disfunção erétil pode ser o primeiro aviso de doença das artérias do coração, aparecendo alguns anos antes (em geral de 2 a 3) de um problema cardíaco. Por isso, o homem com disfunção erétil deve ser tratado como paciente cardiovascular até que se prove o contrário. A dificuldade de ereção pode ser a forma como o corpo avisa que o coração precisa de atenção.

Como é feita a investigação?

  • Conversa detalhada: se começou de repente ou aos poucos, se depende da situação ou da parceira, uso de álcool e drogas, outras doenças.
  • Exames de sangue: testosterona total (coletada pela manhã), às vezes outros hormônios, glicemia e colesterol.
  • Avaliação do risco cardiovascular.
  • Exames mais específicos (como o Doppler peniano) só quando a história sugere causa vascular ou neurológica, ou quando o tratamento com medicações orais não funciona.

Conclusão do Dr. Rossol

Menos ereções ao acordar não é motivo para pânico, mas também não deve ser ignorado. É um sinal de que vale a pena investigar, sem tirar conclusões precipitadas e sem se automedicar.

E também não é um sinal específico de disfunção erétil (DE). Porque o critério de DE é a incapacidade do homem mantr uma ereção firme e boa durante todo o tempo da relação sexual, para que ela seja prazerosa para ele e sua parceira.

O mais importante é não deixar o assunto de lado por vergonha. Cuidar da saúde sexual também é cuidar da saúde do coração e do corpo inteiro.

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Se você tem notado mudanças nas suas ereções, procure avaliação especializada. Agende sua consulta pelo WhatsApp (51) 98197-1117 ou pelo telefone (51) 3230-2622, ou conheça mais em alessandrorossol.com.br. Para mais conteúdo, me siga no Instagram @rossolurologista.

Bibliografia

  1. Wu FC, Tajar A, Beynon JM, et al. Identification of late-onset hypogonadism in middle-aged and elderly men (European Male Aging Study). N Engl J Med. 2010;363(2):123-135.
  2. [Demais referências numeradas [2–9] do Open Evidence: complete aqui com as citações completas.]

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Dr. Alessandro Rossol, urologista andrologista em Porto Alegre
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