Doença de Peyronie é destaque no New York Times

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THE NEW YORK TIMES

Novo tratamento para uma dolorosa curvatura do pênis

Pesquisadores estimam que essa doença afeta entre 1 e 23% dos homens de 40 a 70 anos, embora o número talvez seja maior, já que o constrangimento impede que muitos procurem um médico

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Às vezes, um tratamento precisa ser aprovado pelo governo e divulgado para que o paciente resolva consultar um médico, mesmo quando o problema lhe causa dor e tormento psicológico.

Esse é o caso da doença de Peyronie, uma cicatrização e dobradura ou curvatura do pênis, que pode resultar na difícil ou impossível penetração no ato sexual para o homem, seja ele hétero ou homossexual. Mais comum entre homens de meia-idade, normalmente resulta de uma lesão que passou despercebida. A lesão pode ser causada por atividade esportiva, acidente ou sexo intenso, quando o pênis ereto se dobra ou é golpeado contra um osso.

Para curar a lesão, o organismo cria uma placa de tecido cicatricial por baixo da pele do pênis, e este acaba se dobrando, se curvando ou sofrendo reentrâncias quando ereto. Em 2014, a FDA (agência de controle de alimentos e medicamentos) aprovou uma droga injetável chamada Xiaflex. Anteriormente, não havia nenhum tratamento aprovado para a doença de Peyronie. O tratamento consiste em quatro sessões em que o Xiaflex, que contém a enzima colagenase, é injetado diretamente na placa para destruí-la e assim reduzir a curvatura.

Há relatos de que o uso alternativo de verapamil – medicamento para pressão sanguínea, aplicado com várias injeções na placa peniana – é eficaz em até 40% dos casos, embora isso não tenha comprovação em nenhum estudo clínico controlado.

Don Cummings, de 56 anos, dramaturgo residente em Los Angeles, satisfeito com o resultado do tratamento com verapamil, escreveu um livro de memórias sobre sua experiência, “Bent But Not Broken” (Dobrado Mas Não Quebrado), na esperança de estimular outros homens aflitos a procurar ajuda profissional, especialmente agora que o Xiaflex está disponível.

Quando lhe perguntei por que escrevera um livro tão revelador, respondeu: “Sei que os homens não gostam de falar disso e gostaria que soubessem que o problema pode ser atenuado. Voltei a 95% do que era normal para mim antes da doença de Peyronie.” 

Pesquisadores estimam que essa doença afeta entre 1 e 23% dos homens de 40 a 70 anos, embora o número talvez seja maior, já que o constrangimento impede que muitos procurem um médico. Mais de três quartos dos afetados ficam depressivos e estressados por causa da doença.

“A maioria dos homens sofre em silêncio”, disse numa entrevista o dr. Jesse N. Mills – diretor da Clínica Masculina da Universidade da Califórnia, em Los Angeles. Especializado em urologia, Mills diz atender por semana cerca de 20 novos pacientes com Peyronie, muitos dos quais foram se consultar após ver anúncios on-line do Xiaflex.

“Não acho que a incidência tenha mudado nos últimos 500 anos, mas cada vez mais homens percebem que talvez haja um tratamento eficaz – embora ainda falte um paciente famoso que faça pela Peyronie o que Bob Dole fez pela disfunção erétil”, afirma o urologista.

O pênis compõe-se de três tubos: a uretra cava, que transporta a urina e o sêmen, e dois tubos macios e esponjosos chamados corpos cavernosos, que se enchem de sangue para dar rigidez ao pênis. Os três tubos estão envoltos numa bainha dura e fibrosa chamada túnica albugínea, que, quando a placa se forma, diminui a flexibilidade da bainha. Dependendo da localização da placa (em 70% dos casos, forma-se no lado superior do membro), o pênis pode curvar-se para cima, para baixo ou para os lados quando enrijece. Às vezes, a placa se forma em volta do pênis, criando uma faixa estreita, tal como o gargalo de uma garrafa.

A hereditariedade e certos distúrbios do tecido conectivo, como as contraturas de Dupuytren, aumentam o risco de desenvolver a Peyronie. O risco também aumenta se houver alto nível de açúcar no sangue, tabagismo e trauma pélvico. A doença pode evoluir gradualmente ou surgir de repente. Ocorre em duas fases: aguda e crônica. A fase aguda, que causa ereções dolorosas, dura de 6 a 18 meses – tempo em que se forma a placa e piora a deformidade no pênis ereto. Na fase crônica, a dor passa, a placa deixa de crescer e a deformidade se estabiliza.

O médico de Cummings lhe disse que foi bom ele ter feito o tratamento cedo, antes de a placa se calcificar e dificultar o tratamento. Explicou que as várias injeções de verapamil fizeram buracos na placa, “passando de queijo cheddar a queijo suíço”, e tornaram o pênis mais flexível. Cummings também passou várias horas por dia estirando o pênis com um dispositivo de tração chamado Andropenis, um extensor peniano aprovado pela FDA.

Esse e outros aparelhos similares podem ajudar a alongar o pênis encurtado pela Peyronie e favorecer a remodelagem enquanto a placa é substituída por colágeno saudável.

“O Xiaflex não é um remédio milagroso”, diz Mills. “Os testes que levaram a FDA a aprovar o medicamento demonstraram 35% de melhora na curvatura, mas nós, na prática, vemos 50%. Digo ao paciente: ‘Seu pênis não voltará a ficar como era, mas vai ficar funcional’, e é isso o que a maioria dos homens quer.” Raramente o problema se resolve por si só, sem tratamento.

Casos mais graves que não respondem bem às injeções podem ser tratados com cirurgia, uma opção geralmente reservada aos homens com deformidades incapacitantes para práticas sexuais. A cirurgia não é realizada até que a placa e a curvatura se estabilizem. As opções são duas: encurtar o lado do pênis oposto à curvatura ou estender o lado curvado com um enxerto – procedimento mais complicado.

estender o lado curvado com um enxerto – procedimento mais complicado.

Alguns homens com a doença de Peyronie que também têm disfunção erétil podem receber uma prótese peniana inflável ou cilindros de silicone que endireitem e enrijeçam o pênis o suficiente para conseguir uma penetração.

Como em todos os problemas sexuais, o que ajuda enormemente é ter parceiros compreensivos e pacientes. Cummings comenta que teve sorte de já estar num relacionamento amoroso com seu namorado, Adam, havia 16 anos, quando teve Peyronie. Embora nem sempre tenha sido um mar de rosas, eles se casaram perto do término do tratamento.

Cummings relata que diversas mulheres lhe contaram que seus maridos têm o mesmo problema, mas não querem fazer nada a respeito. “Alguns médicos dizem ao paciente que não há nada que se possa fazer. Deve-se informar aos homens que é possível encontrar ajuda, não é nada para se envergonhar”, aconselha.

Mills enfatiza que, apesar de não haver ainda cura para a doença de Peyronie, uma terapia normalmente diminui o problema. “O Xiaflex é o melhor tratamento que temos, mas o remédio só conseguiu uma classificação B da Associação Americana de Urologia”, afirma.

Por Jane E. Brody

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