Fertilidade masculina em queda:
o impacto do estilo de vida,
ambiente e saúde geral.
Fertilidade masculina é um tema cada vez mais importante, porque estudos recentes mostram queda progressiva em parâmetros do espermograma, especialmente na concentração de espermatozoides. Embora as causas ainda não estejam completamente esclarecidas, estilo de vida, doenças crônicas, exposição ambiental, idade paterna e uso de hormônios ou drogas recreativas podem participar desse cenário.
A fertilidade masculina não depende apenas da quantidade de espermatozoides. Além disso, envolve motilidade, morfologia, integridade do DNA espermático, equilíbrio hormonal, saúde testicular, idade, doenças crônicas e hábitos de vida. Portanto, quando um casal enfrenta dificuldade para engravidar, o fator masculino deve ser investigado com a mesma atenção que o fator feminino.
Dados recentes indicam declínio significativo na qualidade seminal ao longo das últimas décadas. Para se ter uma ideia, pesquisas citadas no texto-base apontam redução superior a 50% na contagem média de espermatozoides desde a década de 1970, com queda de aproximadamente 100 milhões/ml para menos de 50 milhões/ml em várias regiões do mundo.
O declínio da fertilidade masculina
O fenômeno preocupa especialistas porque envolve fatores individuais, ambientais, sociais e populacionais.
Além disso, estudos de alta qualidade sugerem alterações em todos os parâmetros espermáticos, com destaque para a concentração de espermatozoides. No entanto, a interpretação desses dados exige cautela, porque diferentes populações, métodos de coleta, hábitos de vida e exposições ambientais podem influenciar os resultados.
Fertilidade masculina: principais fatores associados à queda
Embora a causa exata ainda não seja única nem definitiva, várias hipóteses já aparecem em recomendações e discussões científicas. Assim, a investigação deve observar hábitos, ambiente e saúde geral. Além disso, a soma de pequenos fatores pode ser mais relevante do que um único fator isolado.
Obesidade e sedentarismo
Em primeiro lugar, excesso de peso, baixa atividade física e síndrome metabólica podem afetar hormônios, inflamação, função testicular e qualidade seminal.
Tabaco, álcool e drogas
Além disso, tabagismo, consumo excessivo de álcool e drogas recreativas, como maconha, cocaína e fentanil, podem prejudicar o eixo reprodutivo masculino.
Sono e estresse
Da mesma forma, estresse crônico e sono insuficiente, especialmente menos de sete horas por noite, podem interferir em testosterona, metabolismo e função reprodutiva.
Anabolizantes
Por fim, testosterona e esteróides usados sem indicação podem interromper a produção natural de espermatozoides e causar atrofia testicular.
Anabolizantes podem causar infertilidade
O uso abusivo de testosterona e outros esteróides é comum entre jovens e pode levar à infertilidade temporária ou até persistente. Afinal, quando o organismo recebe testosterona de fora, o eixo hormonal pode reduzir a estimulação dos testículos. Como consequência, a produção natural de espermatozoides pode cair muito ou até parar.
Toxinas ambientais e disruptores endócrinos
Além dos hábitos individuais, estudos sugerem associação entre comprometimento da fertilidade masculina e exposição a substâncias ambientais capazes de interferir no sistema hormonal. Portanto, o ambiente também deve entrar na conversa preventiva.
Pesticidas e herbicidas
Em alguns casos, podem atuar como contaminantes ambientais e alimentares. Portanto, reduzir exposição desnecessária pode ser uma medida preventiva.
Bisfenol A e ftalatos
Além disso, encontrados em alguns plásticos e produtos industriais, são discutidos como possíveis disruptores endócrinos.
Organofosfatos e carbamatos
Da mesma forma, essas substâncias podem interferir em vias biológicas e aparecem em estudos sobre reprodução e toxicologia ambiental.
Poluentes persistentes
Por fim, bifenilos policlorados e outros compostos podem permanecer no ambiente e levantar preocupação reprodutiva.
Como os disruptores endócrinos podem agir?
Em resumo, disruptores endócrinos são substâncias capazes de interferir no sistema hormonal. Dessa forma, podem afetar a produção de espermatozoides, os níveis de testosterona e, em alguns casos, a função sexual.
Entretanto, o impacto individual depende de dose, duração da exposição, fase da vida, predisposição genética, saúde geral e soma de múltiplos fatores. Por isso, a orientação médica deve evitar alarmismo, mas também não deve ignorar exposições relevantes.
Doenças crônicas e saúde geral
A saúde reprodutiva masculina também reflete o estado geral do organismo. Portanto, doenças crônicas mal controladas podem prejudicar tanto a função sexual quanto o espermograma. Por isso, cuidar da fertilidade também significa cuidar da saúde metabólica.
Condições que merecem atenção
Diabetes, hipertensão e colesterol
Primeiramente, doenças metabólicas e cardiovasculares podem afetar vasos, hormônios, ereção e saúde testicular.
Apneia do sono
Além disso, a apneia pode prejudicar sono, testosterona, energia, libido e controle metabólico. Assim, seu tratamento pode beneficiar a saúde geral.
Síndrome metabólica
Obesidade abdominal, resistência à insulina, hipertensão e alterações lipídicas podem atuar em conjunto contra a saúde reprodutiva.
Hiperuricemia e inflamação
Por fim, alterações inflamatórias e metabólicas também podem compor um cenário de risco, especialmente quando associadas a outros fatores.
Calor, eletrônicos e região testicular
Os testículos precisam manter temperatura cerca de 2 graus abaixo da temperatura corporal para produzir espermatozoides de qualidade. Por isso, calor excessivo e hábitos que aumentam a temperatura escrotal merecem atenção.
Notebook no colo
Por exemplo, o uso prolongado de laptop próximo à região genital pode aumentar o calor local. Assim, é melhor apoiar o equipamento em mesa ou suporte.
Roupas apertadas
Além disso, roupas muito justas podem elevar a temperatura escrotal em alguns homens. Portanto, conforto e ventilação ajudam na prevenção.
Celular no bolso
Da mesma forma, a exposição próxima a dispositivos eletrônicos é discutida como possível fator agravante. Ainda assim, a evidência deve ser interpretada com cautela.
Banhos muito quentes
Por fim, exposição frequente a calor intenso pode prejudicar temporariamente a espermatogênese, especialmente em homens vulneráveis.
Idade paterna, urbanização e adiamento da paternidade
No curto prazo, fatores socioeconômicos, urbanização e adiamento da paternidade também contribuem para a redução das taxas de fertilidade. Além disso, a idade paterna avançada pode aumentar riscos reprodutivos.
Depois dos 35 e dos 45 anos: por que planejar importa?
É verdade que homens podem produzir espermatozoides ao longo da vida. No entanto, isso não significa que idade não importe. Após os 35 anos, pode ser prudente planejar melhor a paternidade e avaliar fatores de risco. Já acima dos 45 anos, alguns estudos associam idade paterna avançada a maior risco de alterações genéticas nos espermatozoides e possíveis complicações na gravidez.
Dessa forma, homens que desejam adiar a paternidade podem discutir espermograma, avaliação hormonal e, em casos selecionados, criopreservação de espermatozoides.
Como preservar a fertilidade masculina?
A infertilidade masculina é tratável em muitos casos, especialmente quando diagnosticada precocemente. Além disso, medidas preventivas podem reduzir fatores de risco e melhorar a saúde geral.
Peso saudável e dieta equilibrada
Primeiramente, uma alimentação rica em antioxidantes, associada a peso adequado, pode favorecer metabolismo, hormônios e qualidade seminal.
Exercício moderado
Além disso, a prática regular de atividade física ajuda no controle de peso, glicemia, sono, estresse e saúde cardiovascular.
Sono e estresse
Da mesma forma, dormir bem e gerenciar estresse com técnicas de relaxamento pode beneficiar testosterona, libido e função reprodutiva.
Evitar calor excessivo
Por outro lado, reduzir exposição da região genital ao calor pode proteger a espermatogênese, especialmente em homens com espermograma alterado.
Reduzir toxinas
Além disso, quando possível, vale reduzir contato com químicos nocivos no ambiente, alimentação, plásticos inadequados e poluentes ocupacionais.
Consulta precoce
Por fim, homens com histórico familiar, varicocele, uso de anabolizantes ou desejo de paternidade após os 35 anos devem considerar avaliação.
O fator masculino deve ser investigado cedo
Quando um casal tenta engravidar, investigar apenas a mulher pode atrasar o diagnóstico. Portanto, o espermograma é um exame simples e essencial na avaliação inicial. Além disso, alterações masculinas podem ser tratáveis quando identificadas no momento certo.
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Perguntas frequentes sobre fertilidade masculina
A queda na contagem de espermatozoides significa infertilidade para todos?
Não. Em primeiro lugar, a queda populacional não significa que todo homem será infértil. No entanto, ela reforça a importância de prevenção, diagnóstico precoce e avaliação do fator masculino quando há dificuldade para engravidar.
O espermograma é suficiente para avaliar tudo?
Sim, o espermograma é fundamental. No entanto, nem sempre conta a história completa. Portanto, o médico pode avaliar hormônios, exame físico, varicocele, histórico de anabolizantes, doenças crônicas e integridade do DNA espermático em casos selecionados.
Anabolizantes podem zerar a produção de espermatozoides?
Sim. Além disso, o uso de testosterona ou esteróides pode reduzir drasticamente ou interromper a produção natural de espermatozoides. Por isso, homens que desejam ter filhos devem evitar uso sem indicação médica.
Celular e notebook causam infertilidade?
Atualmente, a exposição a eletrônicos próximos à região genital ainda é tema de debate. Entretanto, calor excessivo nos testículos pode prejudicar a produção espermática. Assim, evitar notebook no colo e roupas muito apertadas é uma medida simples de prevenção.
Quando procurar um especialista?
Em geral, procure avaliação se o casal tenta engravidar há 12 meses sem sucesso, ou antes disso quando há idade materna avançada, histórico de varicocele, alteração hormonal, uso de anabolizantes, cirurgia testicular ou espermograma alterado.
Fertilidade masculina pode ser preservada e tratada com diagnóstico precoce.
Agende uma avaliação com o Dr. Alessandro Rossol em Porto Alegre para investigar espermograma, hormônios, estilo de vida, varicocele e fatores de risco reprodutivos.
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Este conteúdo é informativo e não substitui uma consulta médica individualizada. Portanto, qualquer investigação ou tratamento de infertilidade masculina depende de avaliação médica, exame físico, espermograma, histórico clínico e exames complementares quando indicados.